Julho cultural

Este mes temos moitas oportunidades de nos pôr em contato com a cultura lusófona.

Eis cá três atividades diferentes para todos os gostos:

Festa Africana

A ONG Égueire celebra seu X aniversário com uma festa africana.

No 7 de julho podem assistir à festa africana que vai ter lugar no Recinto Feiral A Picota. Desde 12 horas a gente pode desfrutar de atividades como ateliés de baile e tecido, uma exposição de pintura e a atuação da coral Saint Luc de Banabakinto (Costa do Marfim).

Não percam!

Concerto da Dom La Nena

No próximo 13 de julho a cantora brasileira Dom La Nena atua em Compostela.

Quem gostar da música de esta especialista do violoncelo, com um estilo a meio caminho entre o pop e a bossa nova pode assistir a seu concerto na Cidade da Cultura às 21 horas.

Publicação A história das línguas

A Através Editora publica este mês uma tradução d’A história das línguas (2003) obra de Tore Janson. A obra é traduzida por Fernando V. Corredoira e tem um prólogo do Dr. João Veloso.

Este livro oferece uma ideia geral de como é que se movem as línguas e o seu efeito nas diferentes sociedades.

A PGL tem para a gente uma pré-venda da obra na web como a que podem poupar alguns euros  😉

 

Já têm moitas oções para passar este mês de julho em contato com a cultura lusófona.

Podem começar ouvindo as músicas da Dom La Nena, mas não esqueçam uma boa leitura!

XII Sessão

Ó pessoal!

Lembrem que amanhã temos uma nova reunião. Os salta-pocinhas estreiamos o nome do clube com o debate da obra O seminarista, de Rubem Fonseca.

LOCAL E HORÁRIO

Mais uma vez mudamos de local. A XII Sessão vai ter lugar no Par 6.

O dia ja sabem qual é: esta sexta-feira 29 de junho, e o horário volta para as 20:00 horas.

A OBRA

O seminarista, romance policial do brasileiro Rubem Fonseca, foi publicado no 2009.

A obra está narrada em primeira pessoa e seu protagonista é Zé, um homen com um trabalho pouco habitual: ele é matador profissional.

Este romance apresenta moita violência, erotismo, uma descrição muito fria da proffisão do Zé.  Mas tudo isso é controlado por um uso da linguagem meditado cuidadosamente pelo autor.

Toda a gente é bem-vinda à reunião, mesmo não terem lido a obra.

Feliz leitura (:

 

 

Crónica XI: Jesus Cristo bebia cerveja, de Afonso Cruz

O Ismael, cronista habitual das sessões dos Salta-pocinhas oferece novamente uma visão do que os clubistas opinaram na última reunião.

Hoje falamos de Jesus Cristo bebia cerveja, de Afonso Cruz.

Olhem, há spoilers!

obra-afonso-cruz

A obra

É difícil para mim fazer a crónica dum livro que não me prendeu como a quase todos os meus colegas do clube. (Ainda bem que não todos gostamos de amarelo.)

Gostamos do título e do antagonismo entre a Cerveja e o Vinho:

“O vinho era uma bebida de romanos, dos invasores. Cristo não iria beber a bebida dos ricos, mas a dos pobres, das putas e dos pecadores”.

O espaço onde  se situa o livro é o Alentejo português. Um Espaço que lembra o filme “Paris, Texas”, um espaço desértico de silêncio e o nada.

Esse espaço desértico também produz personagens excêntricos e esquisitos, coma a milionária inglesa que dorme dentro duma baleia, ou o próprio professor Borja que desafia a brancura dos muros, o pastor… e claro, a protagonista, Rosa uma menina atraente e peluda como um macaco.

Rosa, a protagonista, é uma mulher ignorante, uma mulher objeto e carnal no vértice dum triângulo amoroso. Esse Alentejo bem poderia ter sido a Castilla a la Mancha de “Amanece que no es poco”, o grande filme de José Luis Cuerda.

Eu achei desapontante a falta de trama e o exceso de personagens. A mãe de Rosa, ora puta ora virgem, ou o brutamontes do  pai de Rosa foram das personagens mais interessantes do livro e desaparecem logo nos inícios.

A trama principal: a transformaçao duma aldeia do Alentejo em Jerusalem não aparece até a metade do livro, ficando nos perdidos no realismo mágico do Alentejo. Porém tambén é uma estória crua e dura que alguém subtitulou como “Biografía duma Puta”

Conclusão

Jesus Cristo bebia cerveja não foi uma leitura muito desfrutada pelos clubistas, mas a reunião dou para falar de que se esperava.

XII Sessão

Após uma semana da última sessão já podemos comfirmar a próxima leitura do Clube, o 29 de junho falaremos do romance policial O Seminarista, de Rubem Fonseca.

Esperamos poder contar novidades muito importantes sob o Clube em breve, mas enquanto estamos à espera, esta semana podemos desfrutar do Festival Eurovisão da Canção que este ano se está a celebrar em Lisboa e que finaliza este sábado dia 12 de maio. Eis cá um link.
Desfrutem (:

Não só falamos de livros…

O Clube dá para muito e na última reunião falamos de títulos, músicas,  falsos amigos e muitas coisas mais!

Eis cá um exemplo que partilhou a Tânia: um artigo do Marco Neves a falar da sua experiência com 10 palavras galegas e uma música muito gira que esperamos goste toda a gente (:

Tuyo – Solamento + Amadurece e Apodrece / HAI STUDIO